Animal vive no Brasil (Foto: Instagram)

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Sustentabilidade e ESG

Pesquisa alerta para risco crítico de extinção da onça-pintada na Mata Atlântica

Escassez de presas naturais, como o porco-do-mato, o cateto e o cervo, está inviabilizando a permanência desses predadores no bioma

A sobrevivência da onça-pintada na Mata Atlântica está por um fio, e o motivo principal não é apenas o desmatamento, mas a fome. Um novo estudo publicado na revista Global Ecology and Conservation acende o alerta vermelho: a escassez de presas naturais, como o porco-do-mato, o cateto e o cervo, está inviabilizando a permanência desses predadores no bioma.

De acordo com os pesquisadores, a degradação do habitat e a insistente pressão da caça ilegal reduziram drasticamente o “cardápio” disponível para as onças. O cenário é tão severo que afeta inclusive animais que vivem dentro de unidades de conservação, onde, teoricamente, deveriam estar protegidos.

Atualmente, estima-se que restem menos de 300 indivíduos da espécie em toda a extensão da Mata Atlântica. Se o declínio não for interrompido, o bioma corre o risco de registrar um marco trágico para a biodiversidade global: tornar-se o primeiro no mundo a perder seu predador de topo de cadeia alimentar por extinção.

A investigação contou com especialistas de instituições renomadas, como o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC), o Cenap/ICMBio, a Unemat e o Projeto Onças do Iguaçu. Os autores reforçam que, sem uma restauração urgente da fauna que serve de alimento e uma fiscalização mais rígida contra caçadores, a onça-pintada pode desaparecer não só do Brasil, mas também de regiões vizinhas na Argentina e no Paraguai.

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