A cultura e o movimento vão tomar conta de Barueri! A São Paulo Companhia Jovem de Dança preparou uma noite imperdível no Teatro Praça das Artes no dia 26 de junho, a partir das 20h. O público poderá prestigiar gratuitamente duas coreografias intensas: uma releitura do clássico “Carmen”, assinada por Gisele Bellot, e a vibrante “Aroeira”, de Anelita Gallo. O evento é promovido pela São Paulo Escola de Dança, gerida pela Associação Pró-Dança e vinculada ao Governo do Estado, sob a direção artística de Inês Bogéa.
Inspirada na força da personagem que marcou a literatura de Prosper Mérimée e os palcos de todo o mundo, “Carmen” faz uma ponte entre o tradicional e as urgências da nossa sociedade atual. A obra de Gisele Bellot explora a sensualidade, o poder e a liberdade, levantando questionamentos modernos sobre pertencimento e igualdade. A montagem conta com um time de peso nos bastidores: direção musical de Cacá Machado, figurinos de Miriane Martineli, iluminação de Guilherme Paterno e um roteiro desenhado em conjunto pela coreógrafa, Inês Bogéa e José Simões.
Por outro lado, a coreografia “Aroeira” entrega um verdadeiro sopro de vida ao palco. Celebrando o renascimento e a resistência, a criação de Anelita Gallo mistura a base do jazz dance com a força de movimentos percussivos. A inspiração vem justamente da árvore aroeira, conhecida por ser firme e cheia de cor, o que se reflete na energia dos bailarinos. A peça apresenta corpos que brotam e se expandem, acompanhados pela trilha original de Carlos Bauzys, figurinos de Acrides e iluminação de Marcel Rodrigues.
A Companhia Jovem é resultado direto do Curso de Especialização em Dança: Intérprete-Criador, um projeto que visa unir a prática técnica ao pensamento crítico dos artistas. Segundo a diretora Inês Bogéa, montagens de coreógrafas brasileiras como Gisele Bellot e Anelita Gallo mostram a potência criativa em sintonia com a contemporaneidade, dando a chance de novos talentos viverem a experiência artística de forma completa.
“Estar no Teatro Barueri Praça das Artes é motivo de grande alegria, transitar pelas cidades vizinhas e proporcionar esse encontro sensível entre artistas e público, onde a arte se faz presença e partilha”, destaca Inês Bogéa. A diretora reforça ainda que a gratuidade dos ingressos é fundamental para abrir caminhos, democratizar o acesso à cultura e formar novos públicos para a dança.