Reformar banheiros e lavabos costuma gerar receio por conta dos transtornos e do quebra-quebra de obras. No entanto, quando as instalações estão em boas condições, é possível atualizar a decoração e a funcionalidade desses ambientes com intervenções pontuais e planejadas. Responsável pelo espaço “Tramas e Transbordos” na CASACOR São Paulo 2026, o arquiteto Lucas Carrara apresenta alternativas eficientes para transformar o visual dos cômodos.
Segundo o profissional, o processo de renovação pode ser feito por etapas, priorizando as peças mais desgastadas ou as mudanças de maior impacto visual. Confira as principais recomendações para cada elemento do espaço:
Revestimentos e pintura
Para evitar a troca de azulejos e pastilhas, a pintura das paredes com tintas epóxi ou multissuperfícies surge como alternativa prática. É essencial garantir a preparação adequada da superfície e escolher produtos próprios para áreas com umidade. Especificamente nos lavabos, a utilização de painéis amadeirados sobre paredes secas e niveladas ajuda a trazer uma atmosfera mais acolhedora e sofisticada. O arquiteto orienta optar por materiais resistentes à umidade e mantê-los longe do contato direto com a água.
Uso de tecidos e decoração biofílica
A aplicação de tecidos nas paredes ou no teto também pode ser adotada em lavabos para personalizar o espaço, desde que sejam aplicados tecidos impermeabilizantes ou com tratamento hidrorrepelente por profissionais especializados. O recurso não é recomendado para banheiros de uso frequente devido à presença constante de vapor e água do box.

Para reforçar a sensação de bem-estar, elementos da biofilia — como plantas, toalhas em tons suaves, difusores e bandejas de materiais naturais — ajudam a compor um ambiente mais agradável e integrado à natureza.
Acessórios e metais
Ao escolher toalheiros, ganchos e suporte para papel, os modelos adesivos funcionam bem em lavabos. Já para banheiros com maior exposição ao vapor, peças fixadas com buchas e parafusos garantem mais durabilidade.
Na troca de torneiras, chuveiros e registros, a decisão deve considerar a estética e a funcionalidade. Sinais de corrosão ou vazamentos indicam a necessidade de substituição. Para manter a harmonia visual, a orientação é padronizar os acabamentos, priorizando peças escovadas ou foscas para disfarçar marcas de uso. Além disso, ao escolher a torneira, deve-se verificar a altura e o alcance da bica em relação à cuba.
Bancadas e louças
Bancadas de pedras naturais nem sempre precisam ser trocadas: polimentos e limpezas especializadas podem restaurar o material. Caso o morador prefira trocar a cuba, é possível migrar de um modelo de embutir para o de apoio, atentando-se à ergonomia e à altura final do conjunto em relação aos pontos hidráulicos.
Já para a bacia sanitária, a troca é indicada em casos de defeitos ou para a modernização do espaço com peças que ofereçam economia de água. Em espaços reduzidos, modelos com caixa acoplada embutida na parede garantem um visual mais leve e otimizam a área disponível.









