A brutalidade cometida contra o cão Orelha, na Praia Brava em Florianópolis, deixou de ser um caso local para se tornar o estopim de uma revolta nacional. A sensação de impunidade e a crueldade dos detalhes revelados pelas investigações motivaram a sociedade civil a organizar uma série de manifestações coordenadas em diversas regiões do país neste fim de semana.
O que começou com a hashtag #JustiçaPorOrelha nas redes sociais ganhou corpo e agora ocupará ruas e praças públicas. Tutores, ativistas e cidadãos indignados exigem não apenas a responsabilização dos envolvidos na morte do animal, mas também uma revisão rigorosa na aplicação das leis de crimes ambientais e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dado o envolvimento de menores no caso.
Os atos, descritos como pacíficos, têm como objetivo dar voz àqueles que não podem falar. Orelha, que convivia harmonicamente com a comunidade há cerca de 10 anos, tornou-se um símbolo da vulnerabilidade animal no Brasil.
Agenda de Mobilizações
Confira abaixo os locais e horários confirmados para os atos deste fim de semana (31/01 e 01/02):
- Brasília (DF)
- Data: Sábado, 31 de janeiro
- Horário: 16h
- Local: Concentração na CLSW 104 (Sudoeste), próximo ao supermercado Dona, com caminhada até a CLSW 300.
- Toledo (PR)
- Data: Sábado, 31 de janeiro
- Horário: 10h
- Local: Parque do Povo.
- Nota: O ato também pede justiça pelo cão Abacate, outra vítima de violência na região.
- São Paulo (SP)
- Data: Domingo, 01 de fevereiro
- Horário: 10h
- Local: Vão Livre do MASP (Avenida Paulista, 1578).
- Sorocaba (SP)
- Data: Domingo, 01 de fevereiro
- Horário: 09h
- Local: PetPlace do Parque Campolim.
- Rio de Janeiro (RJ)
- Data: Domingo, 01 de fevereiro
- Nota: A capital fluminense tem duas manifestações previstas para a data. Recomenda-se consultar grupos de proteção animal locais para confirmação dos pontos exatos de encontro.
- Curitiba (PR)
- A capital paranaense também aderiu à mobilização nacional. Organizadores locais devem divulgar horários e pontos de encontro nas redes sociais ao longo da semana.
Os organizadores de diversas cidades sugerem que os participantes vistam roupas pretas (luto) ou brancas (paz) e levem cartazes pedindo justiça e respeito à vida animal.








