Em 2010, o mundo parou ao ver as imagens chocantes de Ardi Rizal. Com apenas dois anos de idade, o menino indonésio tragava cigarros com a naturalidade de um adulto, chegando a consumir duas cartelas (40 unidades) diariamente. Dezesseis anos depois, a realidade do morador de Teluk Kemang, na ilha de Sumatra, é completamente diferente.
O contato precoce com o tabaco começou aos 18 meses, estimulado pelo próprio pai. A partir daí, o pequeno passou a observar os mais velhos e a catar bitucas pela região. Diana, a mãe do garoto, relatou o drama das crises de abstinência: quando ficava sem nicotina, o filho gritava, chorava, reclamava de tontura e até batia a cabeça na parede.
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A repercussão internacional forçou as autoridades da Indonésia a intervirem no caso. Sob os cuidados do psicólogo infantil Seto Mulyadi, presidente da Comissão Nacional para Proteção à Criança do país, o menino passou por um tratamento lúdico. Com música e brinquedos, ele foi distraído e conseguiu abandonar o vício em nicotina.
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A transição, no entanto, trouxe um novo desafio. A ansiedade da abstinência se transformou em compulsão alimentar. Aos cinco anos de idade, Ardi Rizal chegou a pesar 24 quilos, devorando refeições pesadas que incluíam três pedaços de frango, duas tigelas de sopa de almôndegas e leite condensado. A virada de chave aconteceu quando ele entrou na escola e passou a sofrer bullying dos colegas por causa do tamanho de sua lancheira. Ele então recebeu acompanhamento para readequar a dieta, inserindo peixes e verduras na rotina.
Com a saúde restabelecida, o jovem viajou ao Brasil em 2019 para realizar exames no Hospital Moriah, em São Paulo. O médico Antonio Sproesser atendeu o garoto e trouxe a confirmação que todos esperavam: os pulmões estavam limpos, sem qualquer sinal de câncer, tumor ou enfisema. Hoje, aos 18 anos, ele deixou o passado turbulento para trás e celebra uma vida saudável.








