IA no trabalho (Foto: Pexels)

IA no trabalho (Foto: Pexels)

Sustentabilidade e ESG

Na RECORD, especialista detalha como usar IA sem perder controle criativo

No programa Tha com Tudo, Elemar Jr. explica sobre a regra 10-80-10, que garante autoria e ajuda pequenos negócios

A Inteligência Artificial deixou de ser um papo exclusivo de ficção científica para bater ponto no nosso mercado de trabalho. Mas a dúvida que não quer calar é: ela veio para roubar nossos lugares ou para somar? Durante um bate-papo no programa Tha com Tudo, da TH+ RECORD Campinas, o especialista em tecnologia Elemar Júnior destacou que a IA é, na verdade, uma ferramenta de apoio poderosa — desde que usada com responsabilidade e aquele toque humano indispensável.

Segundo Elemar, o maior escorregão atual é tentar terceirizar o pensamento. Ele enfatiza que a tecnologia não deve, em hipótese alguma, anular a autoria e a capacidade crítica de quem a utiliza. “Se você utilizar a inteligência artificial como uma substituta para você, para pensar no teu lugar, aí realmente a gente tem perda. Agora, se você utilizar a inteligência artificial para te apoiar no dia a dia, aí a coisa começa a fazer sentido”, pontuou durante a entrevista.

++ IA: Como a força de trabalho agêntica pode automatizar a rotina

Para garantir que a essência humana não se perca no meio dos algoritmos, o especialista sugere uma técnica prática e direta, batizada de regra 10-80-10. O método funciona como um verdadeiro filtro de controle criativo na rotina profissional.

“Os 10% iniciais do trabalho é você que faz, você pensa, você tem a ideia, você elabora a primeira mensagem. Aí os 80% você usa a IA para revisar o teu texto, para fazer correções”, detalhou Elemar Júnior. A cartada final, no entanto, é o que separa os amadores dos profissionais: “E no final, mas ó, esse é o ponto importante, nos 10% final você volta, porque você pode delegar o trabalho, mas não delega responsabilidade.”

Elemar Jr. (Foto: Instagram)
Elemar Jr. (Foto: Instagram)

O impacto dessa nova realidade também já facilita a vida de quem administra marcas menores. A tecnologia opera muitas vezes nos bastidores, de forma quase invisível, mas entregando resultados práticos e ágeis.

Questionado se os pequenos negócios também saem ganhando com essa revolução, Elemar Júnior foi enfático: “Sem dúvidas. Todos os dias você pode utilizar a IA para tentar facilitar o teu trabalho, tornar um pouco mais fácil, mais prático aquilo que você faz todo dia, revisando documento, te ajudando a produzir documentação, te ajudando a produzir material promocional, por exemplo.”

Framework leva projetos de inovação corporativa à autonomia

Elemar Jr., CEO da eximia.co e Microsoft Regional Director, desenvolveu um caminho prático para atacar a alta mortalidade em projetos corporativos. Ele criou o Metamodelo para Criação, um framework que ensina executivos a erguerem desde áreas de inteligência artificial até empresas inteiras.

Fugindo do discurso utópico sobre o futuro do trabalho e das tendências passageiras, a metodologia foca em levar as iniciativas do absoluto zero à independência operacional. A validação do método veio da própria vivência do especialista no mercado. “Para muitas coisas deu certo, para outras não. Tudo o que deu certo seguia o mesmo roteiro, e o que não deu foi porque negligenciei alguma etapa”, analisa Elemar Jr. sobre a estruturação do seu roteiro gerencial.

O método é dividido rigorosamente em três fases essenciais para garantir a sobrevivência da operação. A primeira é o Alicerce, que define o propósito real e os indicadores de sucesso. Em seguida vem a Construção, etapa focada em alinhar o conhecimento, a estrutura e a rotina de trabalho da equipe. Por fim, entra a Consolidação, que estabelece a governança por meio do “Phase-out”, o momento decisivo em que o criador transfere as responsabilidades e o projeto passa a andar com as próprias pernas. Saiba mais sobre o método.

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