São Paulo consolida-se como um dos mercados imobiliários mais resilientes do mundo. Segundo o relatório UBS Global Real Estate Bubble Index 2025, a capital paulista mantém preços reais estáveis desde 2022 e permanece fora da zona de risco de bolhas imobiliárias.
O índice, que monitora 21 metrópoles globais, indica que os valores praticados na cidade estão alinhados aos fundamentos econômicos locais.
Para Glauco Chamone, CEO da INFINITE Imóveis, os dados refletem a convergência entre o mercado e a realidade financeira do país. “O que acontece? Devido à pontuação negativa do índice da UBS, o que vemos são preços seguindo a realidade econômica. A bolha imobiliária não consegue atingir a compra e venda de imóveis na cidade. Um bom momento para investimento seguro”, analisa.
Diferente de cenários de instabilidade, a bolha imobiliária ocorre quando a especulação e a demanda artificial descolam os preços da realidade prática. Nesses casos, o crédito facilitado eleva os valores acima da capacidade de renda e dos preços de aluguel. “O comprador se depara com crédito fácil e um otimismo fora do padrão. Começa-se a comprar e vender de forma muito rápida. Isso se sobressai aos fundamentos econômicos, ou seja, a renda, os valores possíveis de aluguel, dentre outros fatores. Daí a bolha estoura e o resultado não será satisfatório”, alerta Chamone.

O desequilíbrio é acentuado quando o aumento dos preços supera a inflação, gerando um ciclo de imóveis desocupados em busca de lucro rápido. Atualmente, São Paulo apresenta desempenho superior ao de centros como Nova York e Milão no quesito zona de risco de bolha imobiliária.
“Sendo assim, não há um subprime, como aconteceu nos Estados Unidos entre 2007 e 2008, trazendo uma queda brusca dos preços e resultando numa crise financeira em diversas partes do mundo. A capital paulista segue, inclusive à frente de outras gigantes do ramo imobiliário, como Nova York e Milão. Ou seja, totalmente segura para esse tipo de investimento”, finaliza Glauco Chamone.








