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Anvisa aprova nova versão multidose do Mounjaro; saiba detalhes

Versão oferece mais conveniência a pacientes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para uma nova apresentação do medicamento Mounjaro, destinado ao tratamento do diabetes tipo 2. A decisão, que permite o uso de múltiplas doses em uma única caneta aplicadora, foi formalmente publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira, dia 18. Esta aprovação representa um avanço significativo na praticidade para os pacientes que necessitam da medicação.

O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, já era conhecido por sua eficácia no controle da glicose e na redução de peso, atuando em hormônios que regulam o açúcar no sangue e o apetite. Anteriormente disponível em um modelo de uso único, a nova versão multidose visa simplificar o regime de tratamento, oferecendo uma alternativa mais conveniente e potencialmente melhorando a adesão dos pacientes à terapia.

A autorização para a comercialização da nova apresentação, denominada Mounjaro Multidose, foi concedida à farmacêutica Eli Lilly do Brasil. A resolução específica que formaliza o registro é a Resolução-RE nº 1.041, emitida pela Gerência-Geral de Medicamentos da Anvisa. Esta medida regulatória é crucial para que o produto possa ser disponibilizado no mercado nacional.

A aprovação abrange seis diferentes concentrações da solução injetável de aplicação subcutânea: 4,17 mg/mL, 8,33 mg/mL, 12,5 mg/mL, 16,7 mg/mL, 20,8 mg/mL e 25 mg/mL. O registro concedido pela Anvisa possui validade de 24 meses, garantindo que a Eli Lilly do Brasil possa prosseguir com os próximos passos para a introdução do produto no mercado.

Embora a nova versão multidose esteja agora autorizada para ser comercializada no país, sua chegada efetiva às farmácias ainda depende de etapas subsequentes, como a definição de preço e a estratégia de lançamento por parte da empresa farmacêutica. A expectativa é que a maior conveniência proporcionada pela caneta multidose, aliada ao mecanismo de ação da tirzepatida que também impacta sinais cerebrais ligados ao prazer e ao impulso de comer, possa otimizar o manejo do diabetes tipo 2 e contribuir para a qualidade de vida dos pacientes.

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