No ano passado, a comitiva da gigante chinesa Meituan, dona do app de delivery Keeta, fez a festa em São Paulo — literalmente, transformando um hotel de luxo na Vila Olímpia em um verdadeiro reduto de acompanhantes. Agora, parece que a ressaca chegou. Depois de aterrissarem no Brasil e aprontarem na terra da garoa, os executivos decidiram ‘dar para trás’ na hora de encarar o mercado do Rio de Janeiro. O resultado prático dessa freada brusca foi uma demissão em massa que cortou cerca de 200 vagas e terminou em confusão na sede carioca nesta quarta-feira (4).
O clima de enterro rapidamente virou revolta generalizada. Em vídeos que já dominam as redes sociais, os trabalhadores dispensados gritam indignados, relatando que foram tratados como “lixo” e “escravos”. Enquanto uma ex-funcionária cobrava aos berros: “Cadê a maior empresa de delivery do mundo? Cadê o dinheiro?”, ficou claro que a abundância financeira vista nos corredores do Hotel Pullman, em julho de 2025, não chegou à folha de pagamento no Rio. Naquela ocasião, os cerca de 100 engravatados que preparavam o lançamento do app chamaram atenção pelo fluxo intenso de garotas de programa nas dependências do hotel, fazendo a agenda “extracurricular” dominar as fofocas corporativas da capital paulista.
A farra dos executivos, no entanto, parece ter cobrado seu preço junto ao mercado financeiro. Acompanhando o tropeço no Brasil, a agência S&P Global Ratings rebaixou a nota de crédito da Meituan de A- para BBB+, alertando para uma perspectiva negativa e prevendo que a expansão da Keeta deve perder a força.
Para tentar minimizar o estrago, a empresa soltou uma nota oficial afirmando que o adiamento no Rio é uma manobra estratégica para “focar na melhoria dos padrões de serviço” e resolver “questões estruturais” da concorrência brasileira antes de tentar dominar novos territórios. Os chineses garantem ainda que os 1.200 postos de trabalho em São Paulo seguem intactos. Afinal, pelo menos na noite paulistana, a operação deles já provou que flui sem interrupções.
Relembre a noite de luxo em São Paulo
Em julho de 2025, a vinda de uma comitiva da gigante chinesa Meituan ao Brasil deu o que falar, mas não apenas pelo setor de tecnologia. Cerca de 100 executivos da empresa, que preparavam o lançamento da plataforma de delivery Keeta no mercado nacional, se hospedaram no luxuoso Hotel Pullman, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. O que deveria ser uma agenda estritamente corporativa acabou ganhando as páginas de fofoca e notícias locais. Hóspedes e frequentadores da região relataram que a presença dos empresários chineses coincidiu com um aumento expressivo no fluxo de gar0tas de programa nos arredores e nas dependências do hotel.
De acordo com informações apuradas na época, a movimentação noturna nos corredores e áreas comuns do Pullman mudou drasticamente, com a circulação constante de acompanhantes de luxo. Embora o foco oficial da viagem fosse a expansão da Keeta, o “extracurricular” dos executivos dominou as conversas nos bastidores da capital paulista.