Créditos: Foto/Divulgação

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Reparo de piso solto: soluções práticas evitam reformas completas

Identificar e corrigir peças danificadas reduz custos e transtornos.

Em residências e apartamentos, o problema de pisos soltando ou emitindo um som oco ao pisar torna-se uma ocorrência comum com o passar dos anos. Contudo, em vez de optar imediatamente por uma reforma completa, é possível realizar um reparo direcionado, identificando as peças realmente comprometidas. Essa abordagem minimiza custos, sujeira e o tempo de obra, desde que as causas do problema sejam devidamente compreendidas e os materiais corretos sejam empregados.

A identificação do piso oco ou solto geralmente ocorre quando o morador percebe uma vibração ao caminhar ou ouve um som mais agudo e distinto ao tocar o revestimento, indicando um descolamento parcial ou total. Para localizar com precisão as áreas afetadas, uma técnica simples envolve o uso do cabo de uma ferramenta ou um martelo de borracha. Ao bater levemente em cada peça, compara-se o som: um barulho seco sugere firmeza, enquanto um som mais vazio indica descolamento, permitindo que as áreas sejam marcadas para o reparo.

As causas para o descolamento do piso são variadas, mas alguns fatores são recorrentes. Entre eles, destacam-se a aplicação inadequada da argamassa, sem cobertura completa da base da peça, o uso de produtos fora do prazo de validade ou não indicados para o tipo específico de revestimento. Problemas estruturais, como fissuras na laje ou um contrapiso mal curado, também contribuem significativamente. A infiltração de água é outra causa frequente, decorrente de falhas no rejunte, trincas próximas a áreas molhadas ou vazamentos em tubulações, que permitem a entrada de umidade sob as peças.

Com o tempo, a argamassa perde sua aderência, resultando no descolamento do piso e nos estalos ao ser pisado, o que exige uma inspeção visual e, em certos casos, o auxílio de um profissional. Além das causas primárias, fatores como assentamento sobre superfície empoeirada ou sem preparo adequado, falta de juntas de dilatação em grandes áreas (gerando tensão nas peças), uso insuficiente de argamassa (criando bolsões de ar) e tráfego de cargas pesadas em pisos não dimensionados para tal uso aumentam o risco de problemas. O processo de reparo envolve reunir materiais, remover o rejunte e a peça com cuidado, limpar o contrapiso e o verso da placa, aplicar nova argamassa, assentar e nivelar, antes de rejuntar.

Para evitar que o problema de piso solto retorne em curto prazo, é crucial adotar medidas preventivas após o reparo. Respeitar o tempo de cura indicado na embalagem da argamassa e do rejunte é fundamental, evitando tráfego intenso, lavagens pesadas ou movimentação de móveis antes da secagem completa. É igualmente importante monitorar sinais de umidade e manter o rejunte em boas condições, sem trincas ou falhas, especialmente em ambientes como banheiros, cozinhas, varandas e áreas de serviço. Em novas instalações, um preparo adequado do contrapiso, a escolha da argamassa correta para o tipo de piso e ambiente, a aplicação em quantidade suficiente e o respeito às juntas de dilatação e espaçamentos recomendados são essenciais para reduzir significativamente a chance de futuros descolamentos e a necessidade de reformas amplas.

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