O cultivo de tagetes, popularmente conhecida como cravo-de-defunto, emerge como uma estratégia eficaz e natural para o manejo de pragas em hortas orgânicas. O Feed TV revela que esta flor amarela de canteiro atua como uma solução biológica completa, combatendo tanto vermes microscópicos no solo quanto insetos voadores que ameaçam as hortaliças, eliminando a necessidade de pesticidas químicos.
Para agricultores orgânicos, o desafio constante é manter o solo saudável e livre de pragas invisíveis que atacam as raízes das plantas. Nesse contexto, a Tagetes patula se apresenta como uma alternativa ideal, oferecendo um método de controle biológico que não apenas protege as culturas, mas também contribui para a saúde geral do ecossistema da horta.
A eficácia da tagetes contra os nematoides, vermes microscópicos que parasitam as raízes, reside na substância alfatertienil. Produzida pelas raízes da flor, essa substância age como um potente nematicida natural. Quando os nematoides tentam penetrar as raízes da tagetes, o alfatertienil bloqueia seu ciclo reprodutivo e os elimina, desinfetando o solo para futuros plantios e garantindo o desenvolvimento saudável das hortaliças.
Além da ação subterrânea, a tagetes também protege as plantas na superfície. A parte aérea da flor exala um aroma forte e picante que funciona como um repelente natural, desorientando e afastando pragas voadoras como pulgões, moscas e lagartas dos canteiros. Em comparação com nematicidas químicos, o cultivo de tagetes oferece um impacto positivo no ecossistema, atrai polinizadores, tem custo mínimo e garante a segurança do consumo das hortaliças vizinhas, sem exigir tempo de carência.
Após o período de floração, a planta pode ser incorporada ao solo como adubo verde nematicida. Ao cortar a tagetes em pequenos pedaços e misturá-la à terra, a decomposição do material orgânico libera ainda mais substâncias que higienizam o solo. Recomenda-se a rotação de culturas, plantando um canteiro inteiro de tagetes em áreas onde se pretende cultivar tomates ou cenouras na estação seguinte, para uma limpeza prévia do solo. Hortaliças de raiz e solanáceas, como tomateiros, pimentões, cenouras, beterrabas, couve e repolho, são as que mais se beneficiam do plantio consorciado com o cravo-de-defunto.
Especialistas esclarecem que a tagetes não atrai pragas para a horta; pelo contrário, seu cheiro característico as repele e suas flores coloridas atraem insetos predadores benéficos, como joaninhas, que se alimentam de pulgões. Para uma ação nematicida profunda, o plantio ideal é de quatro a seis mudas por metro quadrado, com espaçamento de vinte centímetros entre elas. A inclusão da tagetes na rotação de culturas é, portanto, uma técnica biológica eficiente e econômica para manter o solo limpo e produtivo, embelezando os canteiros e assegurando hortaliças saudáveis e livres de defensivos agrícolas.








