Ator de 74 anos fala sobre o susto, tratamento e retorno às atividades.
O ator Herson Capri, de 74 anos, sofreu um infarto há pouco mais de duas semanas, um episódio que o levou a refletir sobre a finitude da vida. Em entrevista ao Gshow, o artista detalhou os momentos de apreensão e, ao mesmo tempo, tranquilizou o público sobre seu atual estado de saúde, garantindo que está “muito bem” e em plena recuperação.
O susto recente soma-se a um histórico de desafios de saúde enfrentados por Capri, que já superou um câncer no intestino em 2008 e outro no pulmão em 2021. A experiência do infarto reacendeu no ator a preocupação com a morte e o impacto de sua ausência para a família, especialmente para seus filhos.
Herson Capri relatou que o infarto ocorreu após ele ter retornado às aulas de musculação. Inicialmente, as dores sentidas foram atribuídas ao esforço físico, algo comum para quem retoma as atividades. No entanto, a intensidade da dor aumentou de forma preocupante, especialmente no braço esquerdo e no peito, levando-o a procurar o hospital imediatamente. “Saí correndo e fui para o hospital. E foi essa rapidez que me salvou”, explicou o ator sobre a agilidade que foi crucial para seu atendimento.
Após o diagnóstico, Herson Capri passou por um procedimento para a colocação de um stent, um tubo que auxilia na expansão das artérias. Ele informou que está em fase de adaptação ao stent e segue um tratamento medicamentoso, inicialmente com quatro remédios para o coração, que serão reduzidos para dois em um mês. O médico já o liberou para retomar suas atividades normais e profissionais. O ator demonstrou sua boa forma ao mencionar: “Já ando na esteira, fiz teste de esforço e ontem (4/3) ensaiei das 15h às 23h. E foi tudo bem.”
Apesar do susto, Herson Capri aborda o tema da morte com leveza, uma perspectiva que, segundo ele, foi cultivada desde sua educação. “Sempre passa pela cabeça da gente que pode ser o fim. E a idade (74) também traz esse pensamento”, admitiu. Contudo, sua maior preocupação reside em “fazer falta aos meus filhos (Laura, Pedro, Lucas, Luisa e Sofia) porque sou um pai que é um pilar para eles”. Ele conclui sua reflexão afirmando que “a morte é a vida, a vida é a morte, não existe um sem o outro”, demonstrando uma aceitação serena diante da finitude.








