O Ministério da Educação divulgou nesta quarta-feira (1º) o edital para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2026. Ao todo, o programa disponibiliza mais de 112 mil oportunidades para este ano, sendo que 44.867 vagas estão reservadas especificamente para este novo ciclo de inscrições.
O prazo para os estudantes se candidatarem começa no dia 14 de julho e segue aberto até o dia 17 de julho. Todo o procedimento deve ser realizado de forma digital, exclusivamente por meio do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
O processo seletivo é estruturado em uma chamada única e uma lista de espera. A divulgação do resultado da primeira etapa está agendada para o dia 30 de julho. Na sequência, os candidatos pré-selecionados precisam acessar o sistema do Fies Seleção entre os dias 31 de julho e 4 de agosto para realizar a complementação da inscrição.
Quem não figurar na lista da chamada única será inserido de forma automática na lista de espera. As convocações dessa etapa dos excedentes vão ocorrer ao longo do período de 7 de agosto a 24 de setembro.
Critérios de classificação e prioridades
A triagem e a classificação dos estudantes utilizam o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), organizadas em ordem decrescente de nota, conforme a modalidade de concorrência, tipo de vaga e grupo de preferência.
O preenchimento das vagas obedece a uma ordem estrita de prioridade entre os perfis de candidatos:
- Estudantes sem diploma de ensino superior e que nunca utilizaram o financiamento estudantil;
- Estudantes sem diploma de ensino superior, mas que já utilizaram o financiamento e quitaram o saldo;
- Graduados que nunca foram beneficiados pelo programa de financiamento;
- Graduados que já utilizaram o financiamento estudantil e que se encontram com a dívida quitada.
Pré-requisitos para inscrição
Para concorrer a uma das vagas do Fies, o estudante precisa comprovar renda bruta familiar mensal de até três salários mínimos por pessoa. No campo acadêmico, é necessário ter participado de qualquer edição do Enem desde o ano de 2010, acumulando uma média aritmética igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas operadas no exame. O candidato também não pode ter zerado a prova de redação nem ter realizado o exame na condição de treineiro.