Fundada em 23 de maio de 1535, a cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, é reconhecida como o berço da colonização capixaba e um importante repositório histórico do Brasil. O município, que celebra quase cinco séculos de existência, guarda em seu território a igreja mariana mais antiga do país ainda em pé, além de um imponente convento que se tornou um dos principais símbolos do estado. Sua história se entrelaça com a formação do Espírito Santo, marcando o início da ocupação portuguesa na região.
A colonização do estado teve seu ponto de partida no local onde hoje se situa o Sítio Histórico da Prainha. Foi ali que o donatário Vasco Fernandes Coutinho desembarcou a bordo da caravela Glória, acompanhado por 60 colonos, em um domingo de Pentecostes de 1535. O povoado foi inicialmente batizado como Vila do Espírito Santo. Esta vila serviu como capital da capitania até 1550, quando os colonizadores se deslocaram para a ilha de Vitória, buscando maior proteção contra os ataques indígenas. A partir dessa mudança, a primeira vila passou a ser informalmente conhecida como “velha”, nome que se consolidou e permanece até hoje. Segundo a Prefeitura de Vila Velha, a cidade é a terceira mais antiga do país.
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Entre os marcos históricos mais significativos da cidade está o Convento de Nossa Senhora da Penha, erguido a 154 metros de altitude e a apenas 500 metros do mar. A construção do convento teve início em 1558, sob a liderança do frade espanhol Pedro Palácios, que trouxe consigo o Painel de Nossa Senhora das Alegrias. Com uma arquitetura singular em estilo Cidadela Medieval, o conjunto arquitetônico foi finalizado em 1750, após 180 anos de obras. Em 1943, o Convento de Nossa Senhora da Penha foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e abriga a imagem da Virgem da Penha, de origem portuguesa, datada de 1569, conforme informações do Santuário da Penha.
Outro patrimônio de grande relevância é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1535 e 1551, que se destaca como a mais antiga do estado e a quarta mais antiga do Brasil. Além de sua rica história, Vila Velha apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,800, classificado como muito alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O município é o segundo maior do Espírito Santo em termos populacionais e concentra uma parcela significativa do comércio, serviços e turismo da região metropolitana. A conexão com Vitória é facilitada pela Terceira Ponte, uma das mais altas do país, que reduz a distância entre as duas cidades para apenas 5 km, e o aroma de chocolate da Fábrica Garoto, no bairro da Glória, é uma característica marcante da rotina local.
Com 32 km de litoral, Vila Velha oferece uma diversidade de atrações que combinam história e natureza, como a Praia da Costa, o Morro do Moreno, o Farol de Santa Luzia e a Barra do Jucu, reduto da cultura capixaba e da moqueca. A culinária local, com pratos como a moqueca capixaba, a torta capixaba e os chocolates da Garoto, reflete a herança indígena e portuguesa e a proximidade com o mar. O clima tropical litorâneo garante sol na maior parte do ano, com temperatura média anual de 23°C, tornando a cidade um destino atraente em diversas épocas. O acesso é facilitado pela proximidade com o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, a 15 km, e pela BR-101, que conecta a cidade ao sul e norte do Espírito Santo, convidando visitantes a explorar seus quase cinco séculos de história e suas belezas naturais.