Fazenda Escola aposta em método sustentável (Foto: Reprodução)
Fazenda Escola aposta em método sustentável (Foto: Reprodução)

Confira!

Conheça os ‘drones’ e ‘adubo verde’: Fazendas utilizam método sustentável para reduzir emissão de carbono

Tecnologia é utilizada a favor da sustentabilidade

Nos últimos anos, os Campos Gerais do Paraná têm se destacado como um modelo de sustentabilidade no agronegócio. O foco na implementação de práticas sustentáveis não apenas tem contribuído para a redução das emissões de carbono, mas também tem fortalecido o equilíbrio econômico das fazendas na região.

O investimento em boas práticas, tanto ambientais quanto sociais, não apenas promove a preservação do meio ambiente, mas também abre portas para certificações que agregam valor ao produto final dos produtores locais.

Neste contexto, a busca pela sustentabilidade não é apenas uma opção, mas uma necessidade fundamental para garantir a viabilidade a longo prazo do agronegócio.

A Fazenda Escola Capão da Onça, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Fescon-UEPG), investe em técnicas de preservação do solo, incluindo o Sistema de Plantio Direto (SPD), para favorecer o sequestro de carbono. O SPD, uma técnica da agricultura de baixo carbono, nasceu na região dos Campos Gerais e envolve práticas como cobertura do solo, mínimo revolvimento e rotação de culturas.

Orcial Bortolotto, coordenador da Fazenda Escola e professor de Agronomia na UEPG, explica em entrevista ao G1: “O solo nu, sem nenhum tipo de cultivo, acaba emitindo carbono para a atmosfera – é a primeira ‘lei’ quando pensamos nas etapas de produção agrícola, ou seja, não deixar o solo descoberto”.

Na Fazenda Escola, além de alternar entre aveia, feijão, milho e soja, há o uso de plantas de cobertura, conhecidas como “adubos verdes”. Essas plantas, como ervilhaca, centeio e aveia, ajudam a armazenar carbono no solo, equilibrar seus componentes e prevenir o crescimento de plantas invasoras. Com o tempo, essa prática melhora a produtividade de forma sustentável, enquanto cultivos resistentes a pragas, doenças e herbicidas são priorizados.

“A partir disso, conseguimos reduzir o número de aplicações no campo, o que representa não apenas menor quantidade de produto, como também o menor número de entradas na área. Com menos intervenções tratorizadas, temos menos emissão de carbono pela queima do diesel e menor compactação do solo”, completou Orcial.

Outra técnica que está em fase experimental é o uso de drones para aplicação de defensivos agrícolas. Essa tecnologia oferece a vantagem de reduzir significativamente a quantidade de produto necessária. Enquanto a aplicação com tratores requer cerca de 110 a 120 litros por hectare, os drones podem realizar a mesma tarefa com apenas 10 a 20 litros.

“A concentração do produto é a mesma, mas a quantidade de água é menor, o que ajuda a reduzir a contaminação do solo. A tecnologia dos drones também oferece respostas interessantes ao melhor manejo de doenças e plantas daninhas”, finaliza o especialista.

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