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Mata Atlântica é alvo do ecoturismo (Foto: Pixabay)
Mata Atlântica é alvo do ecoturismo (Foto: Pixabay)

Confira!

Busca por ecoturismo cresce e Mata Atlântica pode ser destaque

A Grande Reserva Mata Atlântica promove o turismo sustentável

Desde o primeiro contato, a história da colonização do Brasil moldou o cenário da Mata Atlântica, que hoje abriga 72% da população e contribui com 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Porém, essa importância econômica veio acompanhada de uma devastação significativa, tornando-a o bioma mais impactado do Brasil. Apenas 24% de sua cobertura vegetal original sobrevivem, sendo que apenas metade dessas áreas remanescentes está bem preservada o suficiente para garantir a viabilidade de sua biodiversidade no longo prazo.

Em 2018, um grupo diverso de entusiastas uniu forças para promover o turismo de natureza na Mata Atlântica. Surgiu assim a Grande Reserva Mata Atlântica, composta por 110 Unidades de Conservação espalhadas por 50 municípios e 3 milhões de hectares, com 665 mil hectares protegidos.

A Rede de Portais, uma plataforma colaborativa, conecta essas áreas, impulsionando o turismo, empreendedorismo, inovação e parcerias institucionais, além de promover rotas turísticas pelo site oficial. O projeto já conta com 700 participantes ativos.

Ricardo Borges, coordenador de Comunicação e Relações Estratégicas da Grande Reserva Mata Atlântica, destaca que o recorte de floresta, com paisagens naturais singulares e uma das maiores densidades de áreas protegidas do Brasil, oferece uma oportunidade ímpar para a harmonia entre natureza e identidades culturais, incluindo as comunidades caiçaras. Além disso, a região abriga a maior concentração de quilombos em Paraná e São Paulo, onde alguns têm iniciativas de turismo comunitário.

Mais sobre o turismo na Grande Reserva

  1. Turismo como Carro-Chefe: O turismo é identificado como o principal motor econômico da Grande Reserva. Isso sugere que a região depende fortemente do fluxo de turistas para sustentar sua economia local.
  2. Empreendedorismo Sustentável: Ricardo propõe fortalecer o turismo por meio do estímulo ao empreendedorismo sustentável. Isso implica promover iniciativas turísticas que respeitem e preservem o meio ambiente e a cultura local, ao mesmo tempo em que oferecem oportunidades econômicas para as comunidades locais.
  3. Atividades Turísticas: Canoagem, passeios de barco, esportes aquáticos e observação de aves são mencionados como atividades em alta demanda na região. Estas atividades estão alinhadas com o apelo natural da área, oferecendo aos visitantes a oportunidade de explorar a diversidade de paisagens e vida selvagem.
  4. Biodiversidade: A menção das revoadas de guarás e dos papagaios-de-cara-roxa destaca a importância da região para a conservação da biodiversidade. Estas espécies podem servir como atrações turísticas, incentivando a conservação ambiental e despertando o interesse dos visitantes pela fauna local.
  5. Pontos de Interesse: O Pico Paraná e o circuito de ciclismo na Estrada-Parque da Serra da Macaca são mencionados como pontos de interesse na região. Estas atrações naturais oferecem oportunidades para os turistas explorarem as belezas naturais e se envolverem em atividades ao ar livre, como montanhismo e ciclismo.

“Aqui não inventamos nada novo, mas costuramos soluções possíveis, acreditando que a Grande Reserva pode ser destino de natureza internacional (…) Mas não é qualquer tipo de turismo e de empreendimento que queremos. Não queremos turismo a qualquer custo”, reforça.

Ricardo ainda observou um crescente interesse em ecoturismo após a pandemia da covid-19. Ele destaca que as comunidades desempenham um papel crucial na preservação dos recursos naturais, beneficiando a sociedade como um todo. A baixa autoestima no Brasil também foi ressaltada, mesmo com todo reconhecimento global de suas riquezas naturais e culturais, incluindo a Grande Reserva Mata Atlântica.

O coordenador acredita que superar esse obstáculo exige parcerias fortes e engajamento social, além do desenvolvimento de iniciativas socioeconômicas que protejam o patrimônio natural e cultural. Ricardo enfatiza também a importância da gestão, incluindo a criação de áreas protegidas e o investimento em uma economia restaurativa.

“Buscamos conversar com a sociedade sobre a importância da proteção da floresta, do solo, dos polinizadores e de outros elementos centrais à garantia de serviços ambientais fundamentais à nossa qualidade de vida”, adicionou.

Fonte: ECOA

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