IA no trabalho (Foto: Freepik)

Automação e IA podem injetar até US$ 4,4 trilhões por ano na economia, aponta estudo

Fórum Econômico Mundial aponta governança, compliance e conhecimento técnico como competências escassas

A integração entre inteligência artificial e automação tem o poder de movimentar até US$ 4,4 trilhões por ano na economia global, de acordo com um levantamento da consultoria McKinsey. A necessidade de processos rápidos e análise de dados em tempo real está quebrando os padrões tradicionais de negócios, o que obriga o mercado a caçar executivos com um perfil muito mais dinâmico.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, unir conhecimento técnico de computação com governança e compliance virou um verdadeiro desafio para os recrutadores. Sobram profissionais para escrever linhas de código, mas faltam líderes capazes de aplicar as regras corporativas e a legislação na prática. Hoje, dominar a inovação exige orquestrar áreas que antes pareciam incompatíveis sob a mesma estratégia.

Fugindo do formato de liderança engessado, Lucas Kojo Chehuen transformou o cenário da gestão de contratos e balanços por meio de sistemas automatizados. “Muito cedo eu percebi que não era possível contratar tecnologia de ponta como uma solução pronta. Era necessário construir e modificar os próprios sistemas internamente, porque os problemas das empresas envolviam, ao mesmo tempo, dinheiro, processos, regras e tecnologia”, conta o executivo, em entrevista ao Feed TV.

Com formação em Direito Empresarial, Lucas Kojo Chehuen notou logo no início da carreira que a burocracia daria espaço para smart contracts e blockchain. Essa visão o levou a fazer um MBA em Gestão Financeira, alcançando as cadeiras de CEO e CFO, onde lidou com fusões e cifras milionárias em diversas empresas. “Quando você avança na administração de empresas, percebe que financeiro, jurídico, tecnologia e gestão não vivem em mundos separados. Se os processos não conversam, a empresa perde dinheiro”, afirma.

Lucas Kojo Chehuen

Ao se recusar a depender exclusivamente de ferramentas prontas de mercado, ele voltou à universidade, desta vez para cursar o mestrado em Ciência da Computação pela UFJF. Dessa imersão, surgiu o PROV-AI, uma pesquisa voltada a rastrear agentes autônomos operando no mercado financeiro. Além disso, ferramentas abertas desenvolvidas por ele, como SEC-AI e Yfinance-AI, explodiram em downloads globais nas plataformas voltadas para desenvolvedores. “Quanto mais autonomia damos à IA, maior precisa ser o cuidado com a origem e a confiabilidade dos dados, especialmente em aplicações financeiras e de gestão”, detalha Lucas Kojo Chehuen.

A capacidade de transitar entre leis e algoritmos rendeu visibilidade internacional. Em 2025, o brasileiro assumiu o posto de Chief Growth Officer (CGO) na CCMOON DAO Foundation. À frente da maior comunidade de criptoativos do mundo, que absorveu mais de 10 milhões de membros da plataforma r/CryptoCurrency, ele agora gerencia a tesouraria, o compliance e a governança diretamente na rede blockchain. “Sempre busquei entender como empresas e mercados funcionam e ajudei a construir sistemas para otimizar processos e gerar mais valor”, conclui.

Por: Felipe Reis

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