Três araras-canindés, batizadas de Fernanda, Fátima e Sueli, serão reintroduzidas na natureza e voltarão a sobrevoar o céu do Rio de Janeiro após cerca de 200 anos de ausência da espécie no ambiente natural. As aves estavam sob cuidados no Parque Nacional da Tijuca (PNT) desde junho de 2025, como parte do processo de adaptação antes da soltura definitiva.
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ao longo dos últimos sete meses as araras passaram por um processo gradual de preparação para a vida livre. Nesse período, as aves desenvolveram melhor o voo, foram condicionadas a manter distância de humanos e se adaptaram à alimentação natural, aprendendo a identificar os frutos típicos da floresta que irão habitar.
As aves foram soltas com anilhas, microchips e colares de identificação, o que permitirá o acompanhamento contínuo por pesquisadores. O monitoramento ficará a cargo da equipe do Refauna, organização da sociedade civil brasileira. A iniciativa também prevê a participação da população, que poderá contribuir com registros e imagens dos animais por meio de aplicativos gratuitos de monitoramento da fauna silvestre, como o SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz.
Além do trio, uma quarta arara-canindé, o macho Selton, também tem soltura prevista para 2026. No momento, ele passa por um processo natural de troca de penas e, até a conclusão dessa fase, não reúne condições ideais para voar com segurança, o que adiou sua liberação.
Até lá, Selton deverá dividir o espaço com mais dois ou três casais da mesma espécie. Essas araras ainda passam por avaliações sanitárias e pela análise da documentação exigida. Assim como ocorreu com Fernanda, Fátima e Sueli, os animais também serão submetidos a um processo gradual de adaptação antes de serem soltos na natureza.








