Erlan Bastos (Foto: Instagram)

Morte de Erlan Bastos joga luz sobre a tuberculose peritoneal; veja sintomas

Jornalista faleceu aos 32 anos em Teresina. Doença afeta o abdômen e tem diagnóstico complexo

A morte precoce do comunicador Erlan Bastos, ocorrida em Teresina aos 32 anos, despertou a atenção para uma condição médica pouco discutida: a tuberculose peritoneal. Segundo relatos de fontes próximas e da imprensa local, o quadro de saúde do apresentador estaria ligado a essa forma menos comum da infecção, que ataca a região abdominal em vez dos pulmões.

Diferente da versão clássica da doença, a tuberculose peritoneal compromete o peritônio, a membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal. De acordo com dados de autoridades de saúde, essa variação extrapulmonar apresenta um desafio maior para o diagnóstico. Os sintomas muitas vezes são vagos e confundidos com outras enfermidades gastrointestinais, o que pode atrasar o início do tratamento.

Entre os principais sinais de alerta listados por especialistas estão a dor abdominal persistente, o aumento do volume da barriga (ascite), febre baixa constante, perda de peso inexplicável e fraqueza. Náuseas e alterações intestinais também podem ocorrer. A confirmação do quadro geralmente exige exames de imagem e biópsias específicas.

O tratamento recomendado segue protocolos similares aos da tuberculose pulmonar, envolvendo o uso rigoroso de antibióticos por um período mínimo de seis meses.

A medicina aponta que as chances de cura são altas quando a doença é identificada precocemente. Por isso, a orientação médica é clara: diante de sintomas abdominais persistentes e febre prolongada, deve-se buscar ajuda profissional imediatamente para evitar complicações graves.

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