Créditos/Reprodução Internet

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Política

Bolsonaro e Talvane Albuquerque: deputado reacende caso polêmico

Deputado suplente foi acusado pelo assassinato de Ceci Cunha, crime ocorrido em dezembro de 1998.

O deputado André Janones reacendeu um caso polêmico. No dia 7 de abril de 1999, o plenário da Câmara dos Deputados realizou a votação do processo de cassação do mandato do suplente de deputado Talvane Albuquerque, sob a acusação de envolvimento no assassinato da deputada titular Ceci Cunha, crime cometido em 16 de dezembro de 1998.

Na ocasião, em sessão presidida pelo então deputado Michel Temer, a perda do mandato do parlamentar acabou sendo aprovada pelo placar de 427 votos favoráveis, além do registro de 21 abstenções e de um voto em branco.

Apesar do resultado final consolidado pela ampla maioria da Casa, Jair Bolsonaro esteve entre os 29 parlamentares que votaram favoravelmente à manutenção do cargo de Talvane Albuquerque. Durante o pronunciamento em plenário na data do julgamento político, Bolsonaro manifestou sua oposição à perda do mandato ao declarar: “Fico com a minha consciência pesarosa de votar pela cassação desse Parlamentar, porque amanhã qualquer um de nós pode estar no lugar dele”.

No decorrer do debate sobre os indícios que apontavam contatos telefônicos e relação entre o acusado e o pistoleiro Maurício Guedes, conhecido pela alcunha de “Chapéu de Couro”, Bolsonaro também se dirigiu aos colegas para questionar as acusações apresentadas contra Albuquerque. Diante dos demais deputados presentes, perguntou: “Quem aqui nunca teve contato ou conversou com um marginal?”.

Mesmo com a resistência manifestada pelo grupo minoritário favorável ao suplente, a Câmara determinou a cassação do mandato de Talvane Albuquerque. Anos após a deliberação na Casa Legislativa, em 19 de janeiro de 2012, o ex-parlamentar foi levado a julgamento pela Justiça e acabou condenado a mais de 103 anos de reclusão pelo assassinato de Ceci Cunha.

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