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Vanessa Lopes e o debate sobre saúde mental (Foto: Globoplay)
Vanessa Lopes e o debate sobre saúde mental (Foto: Globoplay)

BBB 24: 3 lições sobre saúde mental que podemos aprender com o reality

Doutora em psicologia, Blenda Oliveira comenta alguns sinais que alertam para ansiedade e a importância do ambiente

O comportamento de alguns participantes do Big Brother Brasil 24, da TV Globo, pode alertar para questões muito além do entretenimento. Dentre os tópicos mais apontados nas redes sociais, há centenas de questionamentos sobre a saúde mental de algumas pessoas que participam do reality show. Mas, o que pode-se aprender com o que se tem visto no BBB?

Blenda Oliveira, doutora em psicologia pela PUC-SP, autora do livro “Fazendo as pazes com a ansiedade“, publicado pela Editora Nacional, traz algumas reflexões importantes sobre o que tem acontecido na casa.

Um dos episódios mais marcantes até agora envolvendo o tema da saúde mental é a perda de controle da influenciadora Vanessa Lopes, que em vários momentos discutiu, chorou e até apresentou ideias desconexas, quase apertando o botão da desistência do reality. De acordo com a especialista, esse caso pode nos trazer algumas lições importantes sobre saúde mental, acolhimento e ambiente.

1 – descontroles em excesso pode ser um alerta para cuidarmos da saúde mental

A ansiedade nem sempre tem sinais óbvios e o nervosismo pode ser um deles. “Uma pessoa ansiosa pode ficar nervosa e angustiada e não necessariamente roer as unhas, balançar as pernas. A ansiedade pode se manifestar de várias formas, inclusive com sintomas como taquicardia, falta de ar, diarreia, vômito, entre outros”, explica Blenda.

2 – Discutir em momento de crise não ajuda em nada

A especialista também explica que, ao perceber qualquer descontrole emocional, o ideal não é alimentar qualquer tipo de embate. “É importante que tenhamos sensibilidade para perceber quando o outro está sofrendo e precisa de ajuda. Se não conseguir acolher, como numa discussão, não alimente o embate, pois isso pode realmente piorar a saúde mental dos envolvidos e, principalmente, daquela pessoa que já está fragilizada.

3 – A convivência pode aliviar ou piorar sintomas de transtornos

A psicóloga lembra outro fator importante: a convivência e o ambiente. Apesar de ser um programa, pode-se observar como as pessoas do convívio influenciam nosso comportamento, ajudando a aliviar ou piorando qualquer tipo de transtorno. “É importante sempre avaliar o ambiente, nossos limites e possibilidades para dar conta das características do ambiente, assim como e quais as pessoas estão ali presentes, pois ambos influenciam profundamente na nossa saúde mental. Neste caso estamos falando de um programa, é algo fora do nosso cotidiano, mas no dia a dia precisamos avaliar como esses dois fatores nos afetam, principalmente se já tivermos uma predisposição ou algum diagnóstico”, alerta.

No geral, Blenda lembra que a ansiedade é um transtorno que atinge quase 19 milhões de pessoas no Brasil e aprender sobre ela, como lidar pessoalmente é fundamental: “Importante refletir, observar sem julgamentos sobre como cada um de nós consegue dar conta dos aspectos psíquicos da nossa vida”.

Programas como esse podem reforçar as reflexões e aprendizados sobre o cuidado e o conhecimento sobre crenças, emoções e pensamentos. A vida emocional é de enorme valor e necessita atenção e cuidado, pois pode levar a imensos sofrimentos quando os sinais não são cuidados.

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