Momi Maiga Quartete (Foto: Andreu Doz/Rec-Beat)

Momi Maiga Quartete (Foto: Andreu Doz/Rec-Beat)

Música

Rec-Beat comemora 30 anos com programação internacional e palco eletrônico

Festival une Brasil, África e América Latina em edição histórica e gratuita no Cais da Alfândega

O tradicional Cais da Alfândega se prepara para receber uma das edições mais emblemáticas do Rec-Beat. Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, o festival comemora 30 anos de história consolidado como um dos pilares da inovação musical no Brasil. Com acesso gratuito, o evento reafirma seu DNA de intercâmbio cultural ao promover o encontro entre sonoridades brasileiras, latinas e africanas.

Nesta edição histórica, o lineup é um verdadeiro mapa da música contemporânea. Nomes de peso do rap nacional, como Djonga e AJULLIACOSTA, dividem o palco com o pop visceral de Johnny Hooker e a experimentação baiana de Jadsa, indicada ao Latin Grammy. A curadoria, assinada por Antonio Gutierrez (Gutie), mantém a ousadia de misturar veteranos e revelações, como NandaTsunami e Zé Ibarra.

Uma das grandes apostas para 2026 é o lançamento do Moritz, um palco dedicado exclusivamente à música eletrônica. Com curadoria da DJ pernambucana Paulete Lindacelva, o projeto ocupa o primeiro dia do festival (sábado, 14) e traz nomes como Carlos do Complexo e a colombiana Piolinda Marcela. A proposta é fundir as batidas globais da house music com as periferias brasileiras, do funk carioca ao brega funk recifense.

Foto: Rec Beat 2026
Foto: Rec Beat 2026

O diálogo com o continente africano ganha força com o Momi Maiga Quartet, do Senegal, que traz o som ancestral da kora mesclado ao jazz. O ugandense Faizal Mostrixx também marca presença com sua “tribal electronics”, enquanto os colombianos do Ghetto Kumbé prometem uma imersão no afrofuturismo percussivo.

A celebração da ancestralidade brasileira fica por conta do Afoxé Oxum Pandá, que também completa 30 anos em 2026. Além disso, o palco recebe a fusão amazônica de Felipe Cordeiro e Layse, e o levante multicultural do coletivo Barbarize, que projeta o legado do manguebeat para o futuro.

O Rec-Beat reforça seu compromisso democrático com uma estrutura completa de acessibilidade. Em parceria com a ONG Vale PcD, o festival oferece área elevada, tradução em Libras, banheiros adaptados e equipe treinada. Para quem deseja levar uma lembrança da edição histórica, a lojinha oficial trará itens exclusivos com arte assinada por Caramurú Baumgartner e Tâmara Habka.

plugins premium WordPress