CASACOR (Foto: Rodra Arquitetura)

CASACOR (Foto: Rodra Arquitetura)

Lifestyle

Três ambientes na CASACOR usam pisos para criar memórias

Mostra paulistana traz projetos focados nos sentidos

A edição de 2026 da CASACOR São Paulo deixa de lado a estética fria das vitrines tradicionais para abraçar o conceito de lar como um refúgio de permanência e afeto. No Parque da Água Branca, três espaços da mostra chamam a atenção por usar a materialidade dos revestimentos para guiar os visitantes em uma verdadeira viagem sensorial.

No espaço Lounge Mi Corazón, assinado por Michele Wharton, a nostalgia dita as regras. A arquiteta resgata a essência das residências latino-americanas da década de 1980 em uma composição intensa. O ambiente reúne veludos, plantas, artesanato e obras de arte afro-indígenas. Para amarrar essa atmosfera de intimidade, a escolha foi um piso laminado em tom outonal, que reforça o sentimento de acolhimento e identidade.

A viagem histórica continua no espaço Fantasia à Mesa, desenvolvido pela Rodra Arquitetura. Inspirada pelo universo estético do filme Maria Antonieta, de Sofia Coppola, a sala de jantar repensa o rococó francês com leveza contemporânea. O projeto mistura elementos clássicos, como as boiseries, a referências afetivas do Rio Grande do Norte, terra natal do arquiteto responsável. Ali, o piso de carvalho clássico unifica o ambiente e garante amplitude visual.

Michele Wharton na CASACOR
Michele Wharton na CASACOR

Por fim, o escritório OHMA assina a Ilha da Alma, um living projetado especificamente para a desaceleração e o descanso. Guiado por formas orgânicas e tons suaves que remetem ao ciclo do sol, o espaço utiliza uma paginação listrada e contínua com pisos que imitam o amanhecer e o poente. O resultado é um fluxo visual fluido que induz diretamente à calma.

OHMA (Foto: CASACOR)
OHMA (Foto: CASACOR)

A CASACOR São Paulo 2026 segue aberta ao público até o dia 9 de agosto.

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