A Polícia Civil do Ceará concluiu o inquérito sobre a morte da bebê Helena, de apenas 10 meses, ocorrida em Fortaleza. O desfecho das investigações traz um novo capítulo ao caso: a mãe da criança, Ysabelle Rodrigues, de 29 anos, foi formalmente indiciada por homicídio culposo comissivo por omissão. O processo agora será encaminhado para a análise do Ministério Público, como revelado pelo portal Feed TV.
De acordo com as informações divulgadas pelo Portal do Paulo Mathias, a decisão das autoridades foi fundamentada no laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Além de Ysabelle Rodrigues, o inquérito também indiciou Roberto Levy Oliveira Magalhães, de 26 anos, por homicídio culposo. Já Francisco Ray, de 22 anos, apontado durante as apurações iniciais como “ficante” da mãe e que chegou a ser preso, não foi indiciado e está fora das acusações.
Em nota oficial enviada à imprensa, a Polícia Civil confirmou os detalhes da investigação sobre a morte da criança, registrada em 13 de julho de 2026, no bairro Dionísio Torres. A corporação declarou: “O procedimento resultou no indiciamento de um homem de 26 anos pelo crime de homicídio culposo, e de uma mulher de 29 anos por homicídio culposo comissivo por omissão. O terceiro capturado, um homem de 22 anos, diante dos fatos, não será indiciado”.
A reação da defesa
A equipe jurídica de Ysabelle Rodrigues, liderada pelo advogado Weryd Simões, não poupou críticas à decisão. O representante classificou o indiciamento como “um grave equívoco” na condução do inquérito. Segundo ele, essa mesma apuração já havia causado danos irreparáveis, promovendo “a prisão de pessoas inocentes” e arruinando reputações antes mesmo da elucidação dos fatos.
Weryd Simões reforçou que o indiciamento policial não equivale a uma condenação e demonstrou confiança de que o Ministério Público fará uma análise criteriosa e técnica do caso. Para a defesa, a tentativa de criminalizar a mãe apenas agrava um luto já insuportável.
“Ao atribuir à mãe da bebê responsabilidade criminal pela morte da própria filha, tenta-se impor a ela um sofrimento ainda maior”, afirmou o advogado. “A mais severa das penas já lhe foi imposta pela própria vida: a perda irreparável de sua filha de apenas dez meses. Não existe sanção mais cruel do que a dor de uma mãe que sepulta o própria filha.”