Arte em Aracaju (Foto: SE Mapping)

Arte em Aracaju (Foto: SE Mapping)

Lifestyle

Festival gratuito une tecnologia e memória histórica no centro de Aracaju

SE Mapping terá 18 projeções inéditas, shows musicais e passeios guiados de 20 a 22 de março

O Centro Histórico de Aracaju se prepara para um espetáculo que une o passado colonial à tecnologia de ponta. Entre os dias 20 e 22 de março, o festival gratuito SE Mapping ocupa as praças da capital sergipana com projeções monumentais, música e uma imersão profunda na identidade local. Com 18 obras inéditas, o evento promete um mergulho visual que vai das tradições dos povos Kariri-Xocós ao legado intelectual de Maria Beatriz Nascimento.

A programação, que integra o Verão Sergipe, não se resume apenas ao brilho das luzes nas fachadas históricas. O público poderá desfrutar de feiras de economia criativa, gastronomia, oficinas e os charmosos “passeios guiados”, que redescobrem os segredos das ruas aracajuanas.

Segundo Lívia Cunha, diretora criativa do festival, a ideia é transformar o espaço público em um organismo vivo de memória e afeto: “Com o SE Mapping, queremos levar ao público uma imersão na cultura sergipana, com projeções que contam suas histórias e apresentações ao vivo de grupos que mantêm vivas as tradições populares, sempre dialogando com as artes visuais e a tecnologia.”

Projeção acontecerá em Aracaju (Foto: Divulgação)

O espetáculo das fachadas

A abertura, na sexta-feira (20), traz a sofisticação da Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) sob as projeções da artista Leticia Pantoja na imponente fachada do Palácio Olímpio Campos. Já o fim de semana reserva encontros potentes entre a tradição e o digital: o Grupo Folclórico Parafusos se apresenta em diálogo visual com artistas como Sarah Ahab, Layla Bomfim e Pedido.

A diversidade de talentos é o ponto alto da mostra nacional. Nomes como Kelly Pires, VJ Grazzi, VJ Gabiru e o Coletivo Coletores trazem suas perspectivas para o território sergipano. Para fechar com chave de ouro no domingo (22), a banda The Baggios sobe ao palco acompanhada de Sandyalê e Anne Carol, enquanto o céu é riscado pelo tradicional Barco de Fogo de Estância.

O festival também dá uma aula de cidadania com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras, audiodescrição e áreas reservadas, garantindo que a “festa das luzes” seja, de fato, para todos os olhos.

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