Caneta emagrecedora (Foto: Pexels)

Caneta emagrecedora (Foto: Pexels)

Lifestyle

Canetas emagrecedoras afetam vendas no segmento de beleza

Gigante da cosmética desenvolve produtos para combater efeitos da perda rápida de peso

O uso de medicamentos para emagrecer, conhecidos como GLP-1, ganhou popularidade nos últimos anos e passou a afetar as vendas de produtos de beleza e cuidados com a pele, segundo afirma a L’Oréal. Diante desse cenário, a empresa informou que está desenvolvendo produtos voltados especificamente para combater alguns dos efeitos colaterais da perda rápida de peso.

Em conversa com investidores, o presidente-executivo da companhia, Nicolas Hieronimus, declarou que o mercado de beleza tem demonstrado resiliência em um cenário global desafiador e classificou o uso de GLP-1 como “um fenômeno muito importante para nós”. Ele apontou que a alta na utilização desses remédios está “tendo impacto no consumo de produtos de beleza e, em particular, no consumo de produtos para cuidados com a pele”.

A empresa anunciou na quinta-feira (22) que suas vendas cresceram 7,7% nos três meses encerrados em setembro, superando as expectativas dos analistas.

Impacto na pele

A popularidade dos GLP-1 disparou após remédios desenvolvidos para tratar o diabetes — como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — demonstrarem provocar perda significativa de peso por meio da supressão do apetite. Embora não seja um efeito provocado diretamente pelos medicamentos, a perda rápida de peso pode causar, em algumas pessoas, flacidez na pele, inclusive na região do rosto.

Hieronimus destacou que as marcas SkinCeuticals e Kiehl’s, pertencentes ao grupo, oferecem produtos “desenvolvidos para atuar em conjunto com os GLP-1 e complementar seus efeitos sobre a flacidez da pele”, além de outras consequências associadas ao emagrecimento acelerado.

Parcerias e estética clínica

Como parte de sua estratégia, a L’Oréal ampliou sua atuação no segmento de estética clínica ao aumentar sua participação na empresa de dermatologia Galderma para 20% em dezembro do ano passado.

De acordo com a agência de notícias Reuters, as duas companhias têm testado produtos em ensaios clínicos distintos voltados para usuários de GLP-1 preocupados com a flacidez cutânea. A Galderma detém marcas estéticas conhecidas, como o Sculptra — um injetável que estimula a produção de colágeno — e o Restylane, um preenchedor dérmico injetável.

Em relatório divulgado no ano passado sobre o aumento do uso de GLP-1 e as preocupações com mudanças na aparência facial, a empresa de estética apontou que uma pesquisa própria com usuários desses medicamentos revelou que a grande maioria percebeu alterações na fisionomia do rosto após o tratamento.

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