Anitta e Neymar (Foto: Instagram)

Anitta e Neymar (Foto: Instagram)

Lifestyle

Anitta e Neymar estão no topo dos mais seguidos do mundo; o que o alcance ensina

Entenda a ciência por trás dos números nas redes sociais

Basta um ídolo global como Neymar ou uma estrela pop como Anitta ganhar ou perder milhares de seguidores repentinamente para o assunto dominar as redes. Nos bastidores do entretenimento, esse número deixou de ser apenas uma curiosidade de fã-clube e passou a funcionar como um verdadeiro termômetro de relevância, servindo como o principal cartão de visitas digital de qualquer personalidade pública.

A lógica inicial parece simples: quem tem mais seguidores “importa mais”. Mas o motivo pelo qual esse montante ganhou tanto peso social vai muito além de vaidade ou competição entre astros do mesmo calibre de Anitta e Neymar. Para artistas e criadores que vivem de imagem, o volume de fãs virtuais funciona como moeda de negociação. É a partir desse alcance que produtoras definem elencos e grifes de luxo disparam seus convites para eventos exclusivos. Uma estagnação nas redes é frequentemente lida pelo mercado como um sinal de que a carreira perdeu força.

O peso psicológico desse fenômeno tem raízes na ciência. O conceito de prova social, detalhado pelo pesquisador Robert Cialdini no livro “Influência: a Psicologia da Persuasão”, mostra que as pessoas confiam mais em algo quando percebem que outros já validaram a escolha. Nas redes, um perfil bombado transmite imediatamente a sensação de relevância. O próprio algoritmo retroalimenta isso. Segundo Adam Mosseri, chefe do Instagram, cada publicação é testada com uma parcela mínima do público; se houver boa reação, a entrega é expandida, o que privilegia contas que já possuem bases gigantes e engajadas.

“O gargalo de quem quer crescer rápido é se render a qualquer atalho sem entender o que está por trás dele”, alerta Flávio Babos, especialista em redes sociais. O mercado paralelo já entendeu essa dinâmica, tanto que empresas de impulsionamento, como o FollowTurbo, pararam de focar apenas no volume. Hoje, os pacotes incluem curtidas e comentários para simular a interação orgânica, provando que um número alto, porém fantasma, convence cada vez menos o setor publicitário.

Do outro lado do balcão, o desafio das marcas é justamente separar a métrica de vaidade do resultado financeiro. Quando uma operação escala para dezenas de parcerias, o controle manual por planilhas se torna inviável. É para suprir esse apagão de dados que a startup brasileira Flikta desenvolveu uma plataforma capaz de automatizar e analisar campanhas de influência num só lugar. “Uma operação com dez criadores pode funcionar com planilhas. Mas, quando uma marca começa a trabalhar com cinquenta ou cem influenciadores, a tecnologia passa a ter um papel muito mais importante”, conclui Flávio Babos, CEO da empresa. Ainda assim, enquanto os seguidores forem o primeiro dado visível nos perfis, eles continuarão ditando as regras do jogo no entretenimento.

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