MPE-PB acusa cantor, senador e prefeito por ato em show de São João.
O Ministério Público Eleitoral da Paraíba (MPE-PB) ajuizou, nesta terça-feira (9), uma representação contra o cantor Wesley Safadão, o senador Efraim Filho (União Brasil) e o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil). O órgão aponta a prática de suposta propaganda eleitoral antecipada durante a apresentação do artista no Parque do Povo, na última sexta-feira (5), em evento do São João 2026.
A denúncia do MPE-PB foca em um episódio ocorrido durante o show, que é parte do tradicional São João de Campina Grande, um evento de massivo alcance popular e custeado com investimentos públicos. A ação do Ministério Público Eleitoral busca investigar a conduta dos envolvidos, especialmente em um período que antecede as eleições, onde a legislação eleitoral impõe restrições à promoção de candidaturas.
De acordo com a representação, o cantor Wesley Safadão realizou no palco o gesto de um “foguete”, movimento que faz referência direta a Efraim Filho, que é pré-candidato ao Governo da Paraíba. No momento do ato, Safadão teria declarado ao público: “o foguete, está aqui o foguete”. O senador Efraim Filho, que estava presente assistindo ao show, teria respondido ao gesto utilizando a mesma simbologia, e posteriormente divulgou os registros do episódio em suas redes sociais.
O Ministério Público sustenta que o “foguete” é uma marca de identificação política utilizada por Efraim Filho em campanhas anteriores e que permanece ativa em sua comunicação pública. Essa associação direta, em um evento de grande visibilidade, configuraria promoção eleitoral fora do período permitido por lei. O prefeito Bruno Cunha Lima também foi acionado, sob o argumento de que cabia ao gestor municipal zelar pelo cumprimento das normas eleitorais no São João, especialmente por se tratar de um evento público.
Até o momento, as assessorias de comunicação do cantor Wesley Safadão, do senador Efraim Filho e do prefeito Bruno Cunha Lima foram procuradas para se manifestarem sobre a denúncia do MPE-PB, mas não houve retorno. O espaço permanece aberto para que os envolvidos possam se pronunciar a respeito das acusações de propaganda eleitoral antecipada.








