Músico foi detido com 1g de maconha e haxixe em Belo Horizonte.
O vocalista da banda Ratos de Porão, João Gordo, de 62 anos, foi detido no domingo (22) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, após agentes identificarem a posse de entorpecentes. O músico se pronunciou nas redes sociais após a repercussão do caso, adotando um tom de deboche em relação à situação.
A detenção ocorreu quando João Gordo e os demais integrantes da banda Ratos de Porão passavam pelo raio-x do aeroporto. Os agentes de segurança identificaram a presença de 1 grama de haxixe e maconha com o artista. Ele admitiu a posse das substâncias, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado em seguida.
Após o ocorrido, João Gordo utilizou suas plataformas digitais para comentar o incidente. Em sua primeira manifestação, ele minimizou a situação e expressou seu descontentamento com os transtornos causados: “Não aconteceu porra nenhuma, fui preso com 1g de maconha, vai tomar no c*. Os gambés [policiais] foram gente fina comigo, mas levei o maior prejuízo, perdi voo, cansado. Agora estou indo tocar com o D.R.I., estou aqui em São Paulo, está tudo bem e não venham me encher o saco”.
Na segunda-feira (23), o músico voltou a ironizar o episódio em seu perfil no Instagram. Ele publicou uma ilustração de sua banda, que retratava um rato cercado por dinheiro, armas, drogas e crânios humanos. Na legenda da imagem, João Gordo escreveu: “Extra!!! João Gordo é detido com 1 tonelada de nadaína no aeroporto de confins do juda… graças a bendita lei ruaneta foi liberado impune!!!!! ‘Só Deus pode me julgar’, disse o drogado esquerdalha, portador de uma quantidade absurda de substâncias ilícitas, 1 g de f***** e 2 g de pawnosewc*”.
A postura do artista gerou uma série de comentários bem-humorados e irônicos por parte dos internautas. Muitos usuários fizeram referência ao caso de 2019, quando o sargento Manuel Silva Rodrigues foi preso com quase 40 kg de cocaína em um avião de apoio da comitiva do então presidente, Jair Messias Bolsonaro. As comparações destacaram a percepção de disparidade no tratamento de diferentes ocorrências envolvendo entorpecentes no país.








