Defesa do ator aciona polícia após negativa de acesso a documentos.
A disputa judicial envolvendo o renomado ator Stênio Garcia ganhou um novo e significativo capítulo. Recentemente, o advogado do artista, Luiz Mantovani, formalizou uma acusação de suposta “ocultação de provas” contra a ex-esposa do ator, Clarice Piovesan, e a filha, Cássia Garcia. A denúncia surge em meio à complexa briga pelo apartamento do ator, localizado no Rio de Janeiro, e marca uma escalada nas tensões familiares e legais.
O cerne da controvérsia reside na busca de Stênio Garcia por gerar renda a partir de um imóvel avaliado em cerca de R$ 2 milhões. O ator havia transferido a propriedade do apartamento para as herdeiras, mas manteve seus direitos de usufruto. Atualmente, o imóvel estaria sendo habitado por Clarice Piovesan há aproximadamente três anos. Stênio Garcia alega enfrentar dificuldades financeiras desde 2020, ano em que seu contrato com a TV Globo foi encerrado, deixando-o com a aposentadoria como sua única fonte de sustento. Na ação, o artista também teria mencionado sentir-se “abandonado” pelas filhas, com quem estaria afastado desde 2023.
Para embasar suas alegações e buscar comprovações sobre a situação do imóvel, representantes do ator, incluindo seu advogado Luiz Mantovani, dirigiram-se a uma imobiliária. A empresa teria intermediado o aluguel do apartamento em questão entre os anos de 2019 e 2023. O objetivo da visita era obter documentos que pudessem comprovar a locação do imóvel durante esse período, informações cruciais para o andamento do processo judicial.
No entanto, ao chegarem ao local, a equipe de Stênio Garcia foi informada de que não receberia nenhum documento. Segundo o relato do advogado, o responsável pela imobiliária teria declarado que foi orientado por Clarice Piovesan e Cássia Garcia a “não atender o advogado do pai e não entregar nenhum documento, nem informações, pois a advogada delas iria decidir o que poderia ou não ser passado”. Diante da recusa e da alegação de interferência, a equipe de Stênio Garcia acionou a Polícia Militar. A intervenção policial não teve como objetivo forçar a entrega dos papéis, mas sim registrar formalmente o ocorrido. Os agentes teriam presenciado a repetição das declarações, o que, conforme a defesa, serviria como prova futura no processo.
A acusação de ocultação de provas e o subsequente registro policial adicionam uma camada de complexidade à já delicada disputa judicial. As ações da defesa de Stênio Garcia demonstram a persistência do ator em buscar soluções para sua situação financeira e em esclarecer a gestão do imóvel. O desdobramento deste caso poderá ter implicações significativas para todas as partes envolvidas, à medida que o processo avança na justiça.