O município de Três Coroas, no Rio Grande do Sul, tornou-se nesta semana o epicentro global do “Ping-Pong”. Desde segunda-feira (19), o Ginásio Municipal de Esportes Armando Brussius sedia o STAG Global 2026 – Classic Table Tennis World Cup, competição organizada pela Federação Internacional de Tênis de Mesa Clássico (ICCTF). O evento, que se estende até o próximo domingo (25), destaca-se não apenas pela reunião de delegações internacionais, mas pela estreia de uma tecnologia inédita que promete mudar a experiência de atletas e espectadores.
A grande novidade tecnológica do torneio fica por conta da Filma Eu, startup brasileira conhecida por suas gravações esportivas automatizadas. O sistema, que já possui mais de 1 milhão de atletas cadastrados em sua base, integrou ao evento uma ferramenta de Inteligência Artificial capaz de transformar partidas reais em experiências gamificadas.
Segundo a empresa, a tecnologia vai muito além do simples replay. Com recursos avançados de visão computacional, o sistema identifica a posição dos jogadores, gera mapas de calor, calcula a velocidade da bola e atua como um “coach virtual”, oferecendo feedbacks estratégicos. Para o público e para a transmissão, a experiência visual aproxima o esporte dos videogames, inserindo efeitos dinâmicos na bola como rastro de fogo, trajetória, fogos de artifício entre outros.

Thassio Roger, CMO da Filma Eu, celebrou a aplicação prática da inovação durante o campeonato mundial: “A gente lançou nossa Inteligência Artificial em setembro de 2025 e hoje ela estreia na Copa do Mundo de Tênis de Mesa Clássico. O torneio ganha uma nova forma de ser vivido com transmissão ao vivo, replays com IA trazendo uma experiência gamificada que aproxima o público do jogo. E, a partir daqui, os Centros de Treinamento conseguem enxergar como essa mesma tecnologia pode transformar seus CTs em espaços muito mais atrativos, conectados e desejados pelos atletas.”
Embora o lançamento inicial da tecnologia tenha focado no beach tennis — aproveitando o crescimento da modalidade no pós-pandemia —, a ambição da startup sempre foi democratizar o acesso a ferramentas de performance antes restritas à elite profissional. A expansão para o tênis de mesa valida a versatilidade do sistema, que também mira o futebol, basquete e padel.
Rubens Vieira, CEO do Motirõ, destacou a importância dessa parceria tecnológica para o desenvolvimento dos espaços esportivos: “O Motirõ foi o primeiro espaço de Tênis de Mesa do Brasil a usar a tecnologia de replays da FilmaEu. O compromisso das duas empresas com a inovação rende frutos todos os dias para trazer mais clientes para o nosso Clube e a chegada da IA vai tornar a experiência ainda mais rica para todas as gerações de jogadores em todas as idades. Estamos felizes e agradecidos pela parceria com a FilmaEU.”
— Feed TV News (@feedtvnews) January 22, 2026
Inclusão e impacto social no Tênis de Mesa
Além do avanço tecnológico, o Mundial de 2026 marca um momento histórico para a inclusão no esporte. Durante a cerimônia de abertura, Steve Claflin, presidente da ICCTF, anunciou a participação inédita de atletas com condições neurológicas ou fisiológicas. A iniciativa é fruto de um projeto do médico norte-americano Armando Barbera, que identificou no tênis de mesa um aliado poderoso para a reabilitação de sintomas e melhoria da qualidade de vida. A competição em Três Coroas segue com entrada gratuita para o público no ginásio Armando Brussius, unindo a tradição das raquetes clássicas à vanguarda da tecnologia esportiva.








