Atleta reflete sobre sucesso após fraturar tíbia em queda na final
A lendária esquiadora americana Lindsey Vonn passou por sua terceira cirurgia nesta quarta-feira, após sofrer um grave acidente na final do esqui alpino downhill no último domingo. A operação foi declarada um sucesso pela própria atleta, que fraturou a tíbia durante uma queda na pista de Cortina d’Ampezzo, na Itália.
O incidente ocorreu durante a participação de Vonn, de 41 anos, na prova de maior velocidade do esqui alpino, onde os competidores descem a montanha no menor tempo possível, enfrentando curvas e saltos longos. Considerada uma lenda do esporte, a americana era a 13ª a descer entre as 36 competidoras, em uma pista onde já acumulava 12 títulos em sua carreira.
A queda de Lindsey Vonn aconteceu em uma das primeiras lombadas do percurso. Imediatamente após o acidente, a campeã olímpica foi prontamente resgatada por helicóptero, um procedimento comum em acidentes graves no esqui alpino. A torcida presente na final aplaudiu a atleta de pé, demonstrando apoio e reconhecimento à sua trajetória.
Em suas redes sociais, Lindsey Vonn compartilhou mensagens de agradecimento e reflexão. Após a terceira cirurgia, ela declarou: “Eu fiz minha terceira cirurgia hoje e foi um sucesso. Sucesso hoje tem um significado completamente diferente do que tinha há alguns dias. Estou fazendo progresso e, embora seja lento, sei que vou ficar bem.” A atleta também expressou gratidão à equipe médica, amigos, família e fãs pelo apoio recebido de todo o mundo.
Em uma postagem anterior, feita na terça-feira, Vonn já havia lamentado o desfecho de seu “sonho olímpico”, mas sem arrependimentos. “Não foi um final de contos de fadas, foi só a vida. Eu ousei em sonhar e trabalhei muito para alcançar. Por mais que ontem não tenha terminado da maneira que eu gostaria, e de toda a dor intensa que isso me causou, eu não me arrependo de nada”, escreveu, destacando a natureza perigosa do esqui e da vida. A carreira de Lindsey Vonn é marcada por grandes conquistas, incluindo o ouro olímpico no downhill e o bronze no super-G em Vancouver 2010, além de outro bronze no downhill em PyeongChang 2018. Sua recuperação, embora lenta, é vista como um progresso, e ela se mantém inspirada pelos companheiros de equipe e atletas do Time EUA.








