A tradicional fabricante italiana Ferrari acaba de cruzar uma linha polêmica que dividiu opiniões e abalou o mercado financeiro. O lançamento do Luce, o primeiríssimo modelo 100% elétrico da marca, não agradou aos puristas e provocou uma queda imediata de 7,58% nas ações da companhia logo após a sua apresentação oficial.
O design futurista do sedã de quatro portas e cinco lugares foi desenvolvido em parceria com Jony Ive, lendário ex-chefe de design da Apple. Com preço estimado em 550 mil euros — o equivalente a cerca de R$ 3,5 milhões —, o supercarro mira em novos consumidores de alto padrão ligados ao setor de tecnologia e ao mercado chinês. Em termos de desempenho, a máquina impressiona com quatro motores que somam mais de 1.000 cv de potência, acelerando de 0 a 100 km/h em meros 2,5 segundos.
No entanto, a eletricidade azedou para os mais conservadores. O ex-presidente da marca, Luca di Montezemolo, responsável por gerenciar a era de ouro da escuderia na Fórmula 1 e por lançar modelos icônicos, soltou os cachorros durante um evento empresarial em Roma. Ele declarou publicamente que o veículo “não representa a história da Ferrari” e que o projeto corre o risco de “destruir uma lenda”.

Em um desabafo cheio de ironia, Luca di Montezemolo chegou a dizer que espera que a fabricante retire o tradicional logotipo do cavalo rampante do modelo. Com exclusividade à agência de notícias Aska News, ele arrematou: “Ao menos este, os chineses não vão copiar”.
Apesar do turbilhão de críticas de fãs e investidores, a Ferrari defende a estratégia como um passo fundamental para a sua eletrificação gradual. A marca reforça que o Luce simboliza uma nova fase de inovação, garantindo que não pretende abandonar completamente os seus icônicos motores híbridos e a combustão.








